Badalação nas alturas

Novo ‘point’ da cena noturna carioca, o Vidigal é palco de festas cada vez mais famosas

O novo point da noite carioca tem endereço elevado e vista de cartão-postal. Situado no Morro Dois Irmãos, o bairro do Vidigal é a coqueluche do momento para quem procura badalação. Festas “moderninhas”, como Digitaldubs, Voodoohop, Run VDG, Botafogo Social Club, Lamparina! A Festa e LUV, enchem de som a comunidade, pacificada em dezembro do ano passado, atraindo moradores, visitantes do asfalto e turistas estrangeiros.

Dois dos maiores responsáveis pelo agito noturno do lugar são a produtora Nicole Nandes e o dono do albergue Alto Vidigal, o austríaco Andreas Wielend. Em ações independentes, a dupla promove eventos que estremecem o morro. Ela cuida do fervo da festa de hip hop LUV, que acontece na Oficina do Jô, logo no início do bairro, e ele abre seu hostel para DJs de música eletrônica e de reggae.

A produtora da parte baixa e o “gringo” do Alto Vidigal

“As festas começaram com a proposta inicial de reunir os amigos. O som escolhido está muito no estilo de festas que já aconteciam em São Paulo, com grupos alternativos de música eletrônica e de reggae. A programação começou pequena e foi ficando cada vez mais disputada”, conta Andreas, que foi o primeiro a inaugurar uma pousada no morro, em dezembro de 2010.

Os bochichos periódicos da Digitaldubs, da Voodoohop, da Run VDG e da Botafogo Social Club chegam reunir a mais de 500 pessoas por noite de evento. “As nossas festas têm um público bastante misturado. Tem gente de vários países e de diferentes classes sociais. Os eventos já ficavam cheios antes da pacificação, mas, depois da implantação das UPPs, aumentou o número de frequentadores. As pessoas agora se sentem mais seguras para subir o morro”, observa o “gringo” de coração carioca.

Para Nicole, o clima receptivo e o campo de visão privilegiado do Vidigal, com as praias de Ipanema e do Leblon ao fundo, despertaram seu interesse para levar a badalada LUV para às alturas. “A festa nasceu, há quatro anos, no 69, casa de shows em Ipanema que fechou, e era realizada em dias úteis. Tínhamos a ideia de ampliar a LUV e projetá-la para os finais de semana. Como eu tinha amigos do grupo Nós do Morro (companhia de teatro sediada ali), a ida para o Vidigal acabou facilitada, e realizamos a primeira edição da festa em dezembro de 2011. Hoje ela é mensal”, explica a produtora da festa, que trabalha com o apoio dos parceiros do Coletivo Lamparina.

A moçoila mineira, atraída pelo espírito carioca, destaca que, apesar de a implantação das UPPs ter aumentado o número de visitantes do Vidigal, o morro sempre esteve na moda. “Antes da pacificação, eu já frequentava eventos de lá, como rodas de violão no bar da esquina. Na verdade, Vidigal e a Rocinha sempre conquistaram o público do asfalto, desde a época do baile funk Emoções, porque são bastante acessíveis para os moradores da Zona Sul”, comenta Nicole.

O público aposta no futuro da cena noturna do bairro

A estudante de administração Ana Pinheiro virou fã dos eventos no Alto Vidigal. “As festas de música eletrônica que acontecem por lá são de alta qualidade. Com o fim da Dama de Ferro (em maio), acredito que o Vidigal vá se firmar como casa dos DJs e dos fãs de eletrônico”, aposta a jovem.

Além do Vidigal, promessa mais underground da cena noturna do Rio, as comunidades Santa Marta, em Botafogo, e Tavares Bastos, no Catete, têm seduzido os mais festeiros. “Frequento a LUV, no Vidigal, mas também gosto de ir às festas do albergue The Maze, na Tavares Bastos, e nos sambas do Santa Marta”, revela a advogada Juliana Torres.

Ficou animado? Então, anota na agenda: tem LUV nesta sexta-feira, dia 13/7, na Oficina do Jô. Já no Alto Vidigal, está confirmada a festa Run VDG para o próximo dia 21.

Colaboração de Camila Lamha

Secretaria de Cultura RJ – 04/07/2012
(http://www.cultura.rj.gov.br/materias/badalacao-nas-alturas)

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